O senador Flávio Bolsonaro esteve nesta semana na Casa Branca, em Washington, acompanhado do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro e do jornalista Paulo Figueiredo, em um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Salão Oval.
A reunião ganhou forte repercussão nas redes sociais após Eduardo Bolsonaro publicar uma foto oficial ao lado de Trump e divulgar uma mensagem defendendo maior aproximação entre Brasil e Estados Unidos em temas como segurança, liberdade econômica, combate ao crime organizado internacional e fortalecimento das democracias ocidentais.
Segundo Eduardo, há uma “convergência natural de valores e objetivos” entre os dois países. Na publicação, ele também criticou a política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do assessor especial da Presidência, Celso Amorim, classificando a atual diplomacia brasileira como “ideológica”.
O encontro no Salão Oval, espaço reservado às reuniões de alto nível do governo norte-americano, foi interpretado por aliados conservadores como um gesto de prestígio político e aproximação institucional entre lideranças da direita brasileira e o governo Trump.
Durante um vídeo divulgado após a reunião, Flávio Bolsonaro afirmou ter solicitado ao governo norte-americano que as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho sejam classificadas pelos Estados Unidos como organizações terroristas estrangeiras.
O senador declarou que as facções “controlam territórios inteiros pela força”, além de promoverem execuções, corrupção de agentes públicos, intimidação de testemunhas e infiltração em instituições.
“A partir de janeiro de 2027, o Brasil vai integrar o Escudo das Américas”, afirmou Flávio Bolsonaro no vídeo.
Segundo ele, a proposta prevê uma articulação internacional ao lado dos Estados Unidos e de governos alinhados à direita na América Latina, citando países como Argentina, El Salvador, Equador, Paraguai, Panamá, República Dominicana e Chile.
Na avaliação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, o projeto busca fortalecer uma grande aliança hemisférica contra o crime organizado transnacional, narcotráfico e terrorismo.
Governos conservadores da América Latina vêm adotando medidas mais rígidas no enfrentamento às facções criminosas e ao avanço do narcotráfico. Entre os líderes citados frequentemente nesse debate estão Javier Milei, presidente da Argentina; Nayib Bukele, de El Salvador; e Daniel Noboa, do Equador.
A proposta defendida por Flávio Bolsonaro aproxima o debate brasileiro de modelos internacionais de segurança já adotados pelos Estados Unidos no combate a grupos armados e organizações criminosas classificadas como terroristas.
Na mesma publicação, Flávio escreveu:
“O Brasil não aguenta mais ser refém de facções narcoterroristas. Precisamos dar um fim ao domínio do terror. E podem ter certeza: ou essas facções deixam o país, ou serão neutralizadas.”
A visita ocorre em meio ao cenário de pré-campanha para as eleições presidenciais de 2026 e amplia a movimentação internacional de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro junto a lideranças conservadoras e governos de direita no exterior.
Trump também vem retomando protagonismo entre lideranças conservadoras ao redor do mundo, fortalecendo alianças políticas voltadas ao combate ao crime organizado, defesa da soberania nacional, liberdade econômica e segurança pública.
Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo permanecem nos Estados Unidos. Ambos afirmam sofrer perseguição política no Brasil, enquanto setores do governo e opositores contestam essa narrativa.
Até o momento, não houve manifestação oficial do Palácio do Planalto sobre o encontro na Casa Branca.
A reunião reforça a aproximação entre lideranças conservadoras brasileiras e governos que defendem políticas mais rígidas de segurança, combate ao narcotráfico e fortalecimento das democracias ocidentais.














