A federação formada por Progressistas (PP) e União Brasil tende a não apoiar nacionalmente a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República em 2026, segundo reportagem publicada pelo G1 nesta sexta-feira (10).
De acordo com a apuração, a tendência é que a Federação União Progressista adote uma posição de neutralidade na disputa presidencial, permitindo que diretórios estaduais negociem alianças conforme os cenários políticos de cada região.
A movimentação, se confirmada oficialmente, pode representar um obstáculo para a tentativa de Flávio Bolsonaro de ampliar sua base de apoio para além do PL e dos partidos mais diretamente ligados ao bolsonarismo.
A Federação União Progressista reúne União Brasil e Progressistas. O registro da federação foi aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em março de 2026. Pela regra das federações partidárias, os partidos que integram o bloco passam a atuar de forma conjunta por um período mínimo determinado pela legislação eleitoral.
Nos bastidores, conforme a apuração publicada, dirigentes e lideranças estaduais avaliam que uma posição nacional fechada poderia prejudicar composições locais, especialmente em estados onde a disputa presidencial pode afetar candidaturas ao governo, ao Senado e à Câmara dos Deputados.
A eventual neutralidade permitiria que aliados de Flávio Bolsonaro nos estados mantivessem apoio ao senador, enquanto outros diretórios teriam liberdade para buscar alianças com diferentes candidaturas presidenciais.
Até o fechamento desta publicação, o Município News não havia localizado uma manifestação oficial definitiva da Federação União Progressista sobre a decisão nacional para a eleição presidencial de 2026.
Esta matéria está em apuração e poderá ser atualizada caso PP, União Brasil, PL, Flávio Bolsonaro ou a direção nacional da federação se manifestem oficialmente.
Gabriela Moraes, Repórter – Jornalismo, Município News














